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terça-feira, 25 de novembro de 2008

LÁGRIMAS E TORMENTOS

saudade
vontade
maldade
quem sabe...
passe
pare
mate
fique
beije
chegue
fale
verdade
mentira
Lágrimas Tormentos
Quantas desilusões
Foram tantos sofrimentos e decepções
Mas um dia o destino a tudo modificou
Minhas lágrimas secaram
Meus tormentos terminaram
Foi uma nuvem que passou
E hoje a minha vida é um carrossel de alegrias
E como se não bastasse estou amando de verdade
Me perdoa se eu me excedo em minha
euforia
Mas é que agora sei o que é felicidade



Argemiro Patrocínio

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Sonhando com asas



Se lá era sonho...
Realidade é aqui!
Com pés no chão
Não se anda nas nuvens,
Mas se pisa em brasa.
Realidade é aqui,
Onde se conhece a verdade,
Que cada um traz dentro de si.
Realidade é aqui
Só dizemos mentiras...
Que gostaríamos de ouvir.
Realidade é momento!
É viver cada tempo
É passado, é presente.
Planejar o futuro
Carregado nas mãos de um jovem aprendiz.
Sem poder ganhar asas,
Para voltar lá no sonho...
E ver que, realmente.
Realidade era ali.

segunda-feira, 24 de março de 2008

Frida Kahlo


"Pés, para que os quero.Se tenho asas para voar!"

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Rolando no ar




Cabeça confusa, ideias em um turbilhão
Sinto-me devorada por instintos que não me deixam viver
Me mostram verdades difíceis de ver.
Consome por dentro o prazer em ouvir,
Não suporto falar.
Conversas que me cansam, palavras que nem digo...
Frases inacabadas,
Amores esquecidos.
Dias que nunca acabam,
Noites que duram demais.
Vidas que não se cruzam
E ideias que não se encaixam
Ficam assim em estado de inércia
Pairando, sem pousar em mim
Ficam por ai,
Rolando no ar!!!

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

O que levo da vida?


De dias em dias
De chão a chão
Com medo e alegrias
Dores e amores
Perdidos e conquistados
Vidas que passam despercebidas
Pessoas que entram e ficam
Caminhos dos que vão além
Medo, mentiras, danos e ganhos.
De luta que se vence
Das derrotas que não se esquece
Das vitórias que poucos percebem
Com chances que passaram
De momentos bem aproveitados
De arrependimentos eternos
Com fracassos
Entre braços que não abraçaram
Esperando sorrisos que não vieram
Amargando decepções
Da inveja de quem não me enxerga
Do medo de ser vista sem ser notada
Da solidão que me persegue
Em noites sem conseguir dormir
Dias que dormi demais
Valores que perdi
Respeito que já não tenho mais
Estrada sem volta
De uma vida sem rumo
De caminhos incertos
De amores profundos
Fui me criando assim
Entre ganhar e perder
Entre o amar e sofrer
Sem nunca entender
Se o que espero da vida
É viver ou morrer.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

O velho


Acordo de manha para vir para o meu trabalho, entro no ônibus como é de costume, com um diferencial.Comecei a ler um livro, Roteiro de Cinema e Televisão de Flavio Campos. Livro muito bom, ensina a técnica de escrever historias e estórias a partir da capacidade de perguntar, mas e “se”.


Sento-me do lado de um velho, trajado todo de preto e com um guarda-chuva enorme na mão, quase uma bengala. Hoje o dia está chuvoso. Retomo a minha leitura, após observar o velho que aparentava uns 75 anos de idade. Percebo que ele olha para o livro como se quisesse acompanhar a minha leitura, viro a pagina e ele me segue com seus olhos cansados, então percebo que agora ele me olha e não, mas o livro.


Olho para ele como a esperar alguma indagação, e ele com uma voz já sem gravidade me pergunta se eu estava lendo livro de musica. Respondo que não e explico a minha leitura a ele, então ele me diz que é muito bom estudar, que sem duvidas é muito bom estudar.
Ele logo se levanta, já estamos no centro e o ponto dele é o próximo. Nos despedimos apenas com um olhar, aquele olhar que diz, adeus.Então não consigo retornar a ler, fico vendo o velho descer do ônibus, fico pensando alguns instantes.


Pergunto-me quem era aquele velho? Por que me perguntou sobre o livro?Será ele somente uma pessoa carente de afeto, de alguém com quem possa conversa? ou seria ele um pensador, quem sabe um musico?, pois demonstrou o interesse em saber se o livro se tratava de musica.ou será somente uma pessoa que não teve grandes oportunidades de estudo, e agora olha com carinho alguém que para ele pareça estudar.E vejo como o mundo e desigual, porque não temos todos a mesmas oportunidades.


O conhecimento é publico, ele esta ali, mas não é tão fácil assim chegar ate ele, é como se para alguns o saber não fosse permitido, como algumas pessoas olham carros de luxo, mansões de milhões e sabem que talvez não irão possuí-los, algumas pessoas olham o conhecimento, não aquele que se adquiri com a experiência, mas aquele que só vamos ter com acesso a livros, escolas, faculdades...e parece ser tão distante da sua realidade.
Gostaria de ter tido mais tempo pra falar com o velho, perguntar quem ele é, o que faz na vida. Conversar sobre musica, quem sabe até mesmo sobre cinema.
E se encontra-lo de novo e “se”...?

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Buscar


Mas do que viver precisamente, espero encontrar o que procuro...
Só ainda não sei o que quero achar. Onde começar a procurar, tenho medo do que posso encontrar.
Não sei ser forte, nem tão pouco sou fraco, apenas sou de carne. Tenho um sentimento que não sei explicar, que vem e vai em horas que não é bem vindo.Trás e leva consigo, o meu medo de amar.
Procuro reunir forças e lutar contra o óbvio que o destino me reservou. Destino que rogo e revogo, que em lamentos espero que se afaste de mim.
Procuro o que não tenho, e encontro o que não quero, espero o que não vejo e vejo o inesperado da vida. Irônico?
Não, Deus só esta brincando de marionete comigo. Sarcástico, em seu tempo ócio me faz parecer mais distante dos meus objetivos.Que tolice, eu que nem acredito nele, mas como um réu em dia de juízo estou tentando negar a culpa do meu crime, e culpar alguém que não está para se defender.
Chego a pensar que não encontrarei da vida o que esperei, que me será negado o direito de ter, ser, ver, conhecer e demais verbos terminados em er. Sem nunca esquecer do ar, de amar.
Será destino a minha inércia diante a vida?Que me passou em passos largos e eu nem tive forças de ir acompanhá-la.
Cansei de procurar, encontrar, perder... Quero renovar. Vou renovar o meu ser, não vou buscar o que passou, não vou lamentar o que não vivi e não vou mais procurar algo que já está perdido.
Vou encontrar novos caminhos, que me leve a novos objetivos, assim poderei recomeçar o que ainda não havia começado...viver, sonhar, amar.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Prazer em te amar.


O prazer esta nos detalhes das coisas, no cheiro do outro, no gosto da boca.
Estar em esperar pra ver, em pagar pra ter, em querer ganhar sem merecer...
O prazer é vil, delicado e sutil, é fonte de pecado, escarno de maldade...
Prazer é necessário, é bem que não se pode viver sem.
É um sentimento, que não preenche o vazio,
Mas abre o caminho para a si próprio conhecer.

O prazer consome, se torna parte inegável dos homens.
Nas menores oportunidades estamos à procura dele...
Oh!Prazer o que fazer sem te ter ao meu lado, sem te encontrar em minha cama?
Deitar-me e não te ter é vazio que dilareça o meu ser.
Procurar-te é sempre arriscado, não te encontrar um medo constante.
Tentar colocar - ti onde não acho... Será que nem tudo em minha vida tem um pouco de ti?

Onde andei e não encontrei prazer, de lá logo voltei.
Não tive a paciência dos sábios, tive a pressa dos apaixonados.
Acreditei que de braços e abraços, de bocas e beijos, de paixões e ilusões...
Encontraria o meu prazer eterno...
Prazer que é só seu, que não se divide que não se entrega que não se vende, nem se dá.
O prazer de amar alguém, a quem possamos dar e receber prazer, e nunca negar...
Que o maior prazer nesta vida sempre foi e sempre será AMAR!



sábado, 8 de dezembro de 2007

Quando...




o inacreditavel parece acontecer, e vc percebe que é fraca diante dos sentimentos.


Não achei que havia sentimento, fui perceber de uma forma inusitada, mas que me provou que não sou a dona da razão, e que mesmo que eu negue o coração é um orgão involuntário...


Não quero amar, sentimento complicado para quem se julga prática e forte.Afinal amor é para os fracos, os fortes vivem momentos.Tolice.


Achei o amor em quem não esperava, e agora não sei nem por onde começar.Se quero, se não, nem ao menos isso sei dizer...


Me acostumei a não sentir nada por ninguém.Saudade, sentimento que não sei controlar.


E agora?O que fazer diante de algo que não conheço, de que não esperava, sentimento que sei que me fará sofrer?


sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Quem???






Se te perguntarem quem é você?Saberá responder?



Mesmo com o passar do tempo a definição seria a mesma?Você sempre foi o que é hoje?E sempre será a mesma pessoa?



Perguntas...resposta...duvídas!!!



Não sei quem sou agora, não me recordo com clareza quem fui no passado, e já não sei se serei alguém no futuro.Passado, presente, futuro.Cada um retirou de mim um eu, próprio do momento, cada um em seu lugar.



Fui, seria, não sou mas.Ser é um verbo difícil de se conjugar.



Antes pensava que o tempo iria me guiar, hoje sei que deveria ter aproveitado o tempo, pois teremos o tempo, mas só o tempo futuro, não mas o tempo passado, por isso devemos aproveitar o tempo presente.É esse quem vai fazer você se lembrar do passado e ter um futuro.



Perdi o meu eu no tempo.Tento acha-lo em breve, pra não me perder no caminho.



Ainda tenho esperança de conseguir dizer quem sou em poucas palavras, em belas palavras...com adjetivos nobres, em frases curtas.



Como um anjo caído vou tentando descobrir o meu rumo nessa vida, a incerteza do que não sei, sem ter fé que algum dia saberei, se descobrirei quem eu sou e o que serei.Mas na verdade não consigo saber nem ao menos quem fui.



quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Crime Social


Será que a pena para quem não teve oportunidades tem que ser tão dura assim?Ser esquecido, viver as margens da sociedade, não ser incluído nos "grandes benefícios" da globalização, não poder sentir o gosto da "estabilidade financeira" do país, não ter a "assistência" de nenhuma bolsa qualquer coisa... Não poder aproveitar de perto o consumismo e os benéficos atrativos do capitalismo.
Temos que ver noticia de todo tipo na TV, exemplo: a Hebe em seu programa mostrando um desfile de jóias, exibindo um colar com o símbolo de paz e amor todo de brilhante (ou diamante, sei lá), e dizendo "é disso que precisamos, de muita paz", mas logo muda o foco do simbolismo do colar e faz referencia a beleza exuberante do modelo, tudo com uma pontinha de malicia. Pois eu também CANSEI.Cansei dessa mídia que esconde o que é importante e sensacionaliza e banaliza o sofrimento dos brasileiros que foram excluídos.
A burguesia tapa os olhos pro que é conveniente, a grande mídia mostra só aquilo que se quer ver, enquanto isso, em lugares reais, pessoas reais vivem historias que nem parecem ser verdadeiras. Como a da foto acima, famílias que perderam suas casas em uma enchente no interior de Alagoas, vivem em um penitenciaria abandonada.Temos ai outro fato, a penitenciaria foi construída e nunca utilizada.Desperdício de dinheiro publico?Será?
Eu quero ver quem é que vai pagar por esse crime.

Foto de Léo Villanova.

Veja a reportagem completa no site:http://carosamigos.terra.com.br/

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Saudade

É um sentimento que não sei controlar.Sinto saudade de quase tudo, ou pelo menos tudo de bom que já passou.

As vezes me pego com saudade de cheiros da infância, do gosto de alguma coisa, do cheiro da cama da casa da minha tia avó, do perfume que a minha mãe usava quando eu era criança.Minha mãe, a pessoa que mais tenho saudades nesse mundo, é muito difícil lidar com a distancia.

Sei que o que passou não volta, mas queria parar no tempo, em alguns dias felizes, um ano novo especial, um dia de carinho recebido...definitivamente não sei lhe dar com esse sentimento, não sei suportar a ausência do que gosto e quero.

Saudade.Palavra que machuca só de dizer.Sinto falta do tempo em que de nada sentia saudade.

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Ahhh!!!Como seria bom...

Ter o tempo só para se fazer o que gosta,sonhar acordada enquanto espera. Esperar que eles se realizem sem o menor esforço.Buscar água em um rio perto...não ter medo algum de se machucar.
Se deslumbrar com pouco, se satisfazer com o nada, se embriagar de tempo. Devaneio seria ter esse dia.Tomar banho de caneca...sem ter medo de ser visto.
Queria dos meus dias poder escrever, sem parar, sem cansar, sem perder o fio da meada. Sem nunca repetir palavras.Nadar em um rio perto...avistando a casa lá em cima.
Prazeres que não tenho, sonhos que não vivi. Devaneio para os olhos, que da mente não saiu.
Queria eu poder nadar em um rio perto, tomando banho de caneca, sem ter ninguém por perto, e ainda sim avista lá em cima, no alto da colina, a minha moradia. Com janelas de madeira e uma maquina de escrever que é pra nunca mais dali ter que descer.