sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

CARLOS KILLIAN
























Dica do Dahmer do site malvados.
No blog do Carlos Killian tem outras, ótimas pinturas.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

O que levo da vida?


De dias em dias
De chão a chão
Com medo e alegrias
Dores e amores
Perdidos e conquistados
Vidas que passam despercebidas
Pessoas que entram e ficam
Caminhos dos que vão além
Medo, mentiras, danos e ganhos.
De luta que se vence
Das derrotas que não se esquece
Das vitórias que poucos percebem
Com chances que passaram
De momentos bem aproveitados
De arrependimentos eternos
Com fracassos
Entre braços que não abraçaram
Esperando sorrisos que não vieram
Amargando decepções
Da inveja de quem não me enxerga
Do medo de ser vista sem ser notada
Da solidão que me persegue
Em noites sem conseguir dormir
Dias que dormi demais
Valores que perdi
Respeito que já não tenho mais
Estrada sem volta
De uma vida sem rumo
De caminhos incertos
De amores profundos
Fui me criando assim
Entre ganhar e perder
Entre o amar e sofrer
Sem nunca entender
Se o que espero da vida
É viver ou morrer.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

Dos filhos do homem

Não que eu seja contra as pessoas que tentam e lutam para proteger os direitos dos animais,

mas não sei se por um instinto de defender a minha própria espécie,

me preocupo mais com os filhos dos homens.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

O velho


Acordo de manha para vir para o meu trabalho, entro no ônibus como é de costume, com um diferencial.Comecei a ler um livro, Roteiro de Cinema e Televisão de Flavio Campos. Livro muito bom, ensina a técnica de escrever historias e estórias a partir da capacidade de perguntar, mas e “se”.


Sento-me do lado de um velho, trajado todo de preto e com um guarda-chuva enorme na mão, quase uma bengala. Hoje o dia está chuvoso. Retomo a minha leitura, após observar o velho que aparentava uns 75 anos de idade. Percebo que ele olha para o livro como se quisesse acompanhar a minha leitura, viro a pagina e ele me segue com seus olhos cansados, então percebo que agora ele me olha e não, mas o livro.


Olho para ele como a esperar alguma indagação, e ele com uma voz já sem gravidade me pergunta se eu estava lendo livro de musica. Respondo que não e explico a minha leitura a ele, então ele me diz que é muito bom estudar, que sem duvidas é muito bom estudar.
Ele logo se levanta, já estamos no centro e o ponto dele é o próximo. Nos despedimos apenas com um olhar, aquele olhar que diz, adeus.Então não consigo retornar a ler, fico vendo o velho descer do ônibus, fico pensando alguns instantes.


Pergunto-me quem era aquele velho? Por que me perguntou sobre o livro?Será ele somente uma pessoa carente de afeto, de alguém com quem possa conversa? ou seria ele um pensador, quem sabe um musico?, pois demonstrou o interesse em saber se o livro se tratava de musica.ou será somente uma pessoa que não teve grandes oportunidades de estudo, e agora olha com carinho alguém que para ele pareça estudar.E vejo como o mundo e desigual, porque não temos todos a mesmas oportunidades.


O conhecimento é publico, ele esta ali, mas não é tão fácil assim chegar ate ele, é como se para alguns o saber não fosse permitido, como algumas pessoas olham carros de luxo, mansões de milhões e sabem que talvez não irão possuí-los, algumas pessoas olham o conhecimento, não aquele que se adquiri com a experiência, mas aquele que só vamos ter com acesso a livros, escolas, faculdades...e parece ser tão distante da sua realidade.
Gostaria de ter tido mais tempo pra falar com o velho, perguntar quem ele é, o que faz na vida. Conversar sobre musica, quem sabe até mesmo sobre cinema.
E se encontra-lo de novo e “se”...?

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Buscar


Mas do que viver precisamente, espero encontrar o que procuro...
Só ainda não sei o que quero achar. Onde começar a procurar, tenho medo do que posso encontrar.
Não sei ser forte, nem tão pouco sou fraco, apenas sou de carne. Tenho um sentimento que não sei explicar, que vem e vai em horas que não é bem vindo.Trás e leva consigo, o meu medo de amar.
Procuro reunir forças e lutar contra o óbvio que o destino me reservou. Destino que rogo e revogo, que em lamentos espero que se afaste de mim.
Procuro o que não tenho, e encontro o que não quero, espero o que não vejo e vejo o inesperado da vida. Irônico?
Não, Deus só esta brincando de marionete comigo. Sarcástico, em seu tempo ócio me faz parecer mais distante dos meus objetivos.Que tolice, eu que nem acredito nele, mas como um réu em dia de juízo estou tentando negar a culpa do meu crime, e culpar alguém que não está para se defender.
Chego a pensar que não encontrarei da vida o que esperei, que me será negado o direito de ter, ser, ver, conhecer e demais verbos terminados em er. Sem nunca esquecer do ar, de amar.
Será destino a minha inércia diante a vida?Que me passou em passos largos e eu nem tive forças de ir acompanhá-la.
Cansei de procurar, encontrar, perder... Quero renovar. Vou renovar o meu ser, não vou buscar o que passou, não vou lamentar o que não vivi e não vou mais procurar algo que já está perdido.
Vou encontrar novos caminhos, que me leve a novos objetivos, assim poderei recomeçar o que ainda não havia começado...viver, sonhar, amar.